Resenha de Setembro

 

A Primavera que chegou

 

 

Fechamos mais um mês, este foi muito especial, que agora passo a relatar nesta resenha, uma espécie de resumo do que melhor aconteceu no blog, nestes últimos trinta dias. Claro que os fatores pessoais, hoje, vão falar mais alto, naturalmente, pois, no dia 10 de setembro, a médica da minha filha nos deu uma ótima notícia, indicando o final do tratamento dela, para o fim de Novembro, leia aqui no post: Contagem Regressiva Para Cura. Desde então os dias se tornaram melhores e mais felizes, refletido nos posts posteriores.

 

Ainda, no campo pessoal, tivemos o aniversário de 15 anos da Letícia, com a vinda de todos os familiares para São Paulo, para juntos celebramos não apenas o debute dela, mas o renascimento de nossa guerreira, foram dias especialmente emocionante, que retratei em vários posts, com fotos e registros de nossa alegria:

Agradeço imensamente os esforços de todos eles, assim como dos amigos que fizeram da comemoração da Letícia um evento muito maior do que imaginávamos, os olhos delas e os nossos brilharam intensamente.

 

O foco do Blog na análise da Crise Mundial, que denominamos  de Crise 2.0, avançou em algumas teses em especial no caráter do Estado, que passamos a nomear de “Estado Gotham City”, que descrevi no post, talvez ,o mais importante do mês que se se encerra: Crise 2.0: O Estado Gotham City, assim definimos:

“O Estado, que surge, desta crise, começou a ser gestado nos anos 80, e teve na queda do muro de Berlim, seu maior ganho. Desde ali,  não mais preocupado em atender as demandas sociais, ou fazer contraponto, ao leste europeu, sem estas obrigações amplas, a diminuição dele, o corte das garantias, virou a obsessão do Capital. A redefinição do papel do Estado, seu tamanho, alcance, foi paulatinamente sendo trabalhado, tanto do ponto de vista econômico, como político, mais ainda sobre o aspecto ideológico.

Esta redefinição é bem clara, uma parte da burocracia é cortada, as empresas privatizadas, preservando-se apenas o aparelho repressivo, na maioria dos países ele permanece intacto. Até a indústria armamentista, de composição majoritária estatal, foi “terceirizada”, o controle do processo é do Estado, por óbvio, não se perde a força maior, da coerção e ameaça. Saúde e Educação, foram fortemente atacadas, nos países mais periféricos, que ainda começava um incipiente estado de bem estar social, nem tiveram inteiramente implementado, já sofreram o baque do “novo modelo”. Nos países centrais o desmonte se deu de forma mais lenta, principalmente na Europa Central”.

 

Estas questões somadas ao recrudescimento da Crise, em especial na Grécia, Portugal e Espanha, porém com elementos novos, a saída às ruas de amplas massas para se opor aos ataques do grande capital e seu Estado putrefato, as ondas de grandes manifestações, deram um novo colorido a Europa, reacendendo a esperança de algo novo surja e barre os planos de austeridades, que apenas espremeu até o fim o que restava do povo e dos trabalhadores. Os posts abaixo dão ideia do que aconteceu nestes últimos:

Continuamos atentos aos acontecimentos e tentando trazer os principais fatos para analisar e debater aqui no blog.

 

Por fim, nas sextas, fim de tarde procurei levar música e leveza, trazendo minhas músicas e artistas de que tanto gosto, como : GenesisRenaissance, nas demais, estava de férias, mas pretendo seguir fazendo posts bem astrais preparando o fim de semana, assim como estas resenhas mensais. Mais uma vez, obrigado aos amigos pela leitura e divulgação deste espaço, nas redes sociais e nos comentário.

 

Este é o artigo de número 600, um feito sem dúvida, que só cheguei até aqui pelo carinho e apoio de todos vocês. Como sexta não teve música, pois o meu amigo Ricardo Queiroz publicou belo post sobre Tim Maia , que seria meu tema, me rendi a beleza de sua palavras, mas deixo a música para hoje, afinal estamos na primavera.

 

 

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Crise 2.0: #29S – A Resistência na Europa

 

Praça Neptuno, noite de 29 de Setembro - Foto El País

Praça Neptuno, noite de 29 de Setembro - Foto El País

 

 

A provocação do Presidente da Espanha, Mariano Rajoy, de que a “maioria silenciosa” era contra os protestos chamados pelos #25S, os “Indignados”, foi como um murro na cara dos cidadãos espanhóis, a resposta parece clara, hoje durante todo o dia e se estendendo pela madrugada milhões de pessoas foram às ruas, agora cercam o Parlamento do país, com um mensagem bem clara: Parem os Cortes! Aqui, na série sobre a Crise 2.0, venho trabalhando e analisando o desenrolar da crise na Zona do Euro, em particular nos países mais afetados e que estão sob às ordens da Troika e seus planos de mais arrocho, só levou Portugal, Grécia, Irlanda e agora Espanha a mais crise, miséria e fome.

 

Como demonstramos nos últimos posts, consolidados no artigo : Crise 2.0: Espanha – Ruptura Social, nos parece que a completa falência econômica da Espanha será acompanhada de um processo de desintegração social, que só sobrou ao governo da Extrema-Direita, liderado pelo pernóstico, Rajoy, a repressão aberta ao seu povo e a intimidação, naquilo que venho denominado de Estado Gotham City, formulado no artigo ( Crise 2.0: O Estado Gotham City ). Ao mesmo tempo que Rajoy provoca o povo falando de maioria silenciosa, lançou mão de um aparato repressivo violento e desproporcional, a policia filma os manifestantes, identificando-os, pondo seus rostos nas tvs e web para intimidá-los e futuros processos, que serão seletivos. O caminho de Rajoy é o Estado de Exceção, suspendo as garantias constitucionais, pois não há espaço político para promover mais cortes, como os apresentados ao orçamento de 2013.

 

A reação das pessoas foi bem capturada pela edição on line do jornal El País, que acompanha os milhões que se manifestam e não arredam pé da luta, que segundo o jornal,  “os manifestantes expressaram indignação com a ação da polícia, declarações posteriores, alegando que a intervenção do governo foi “extraordinário”, “maravilhoso”, “brilhante” e “exemplar”, e também é ofendido pelo palavras Mariano Rajoy, em Nova York”. ( falando da “maioria silenciosa” vs baderneiros) . Os insultos de Rajoy e da autoridades elevou o nível de revolta, hoje o 29S, demonstrou a disposição do povo, como declaram as pessoas entrevistadas: “Eu me senti insultada, e vir aqui é a minha resposta”, disse Elizabeth Martinez,uma advogada de 38 anos. “Eu acho que o sistema está quebrado, que listas fechadas não me deixa escolher representantes querem, que as promessas eleitorais não são cumpridas, e que a ajuda do governo aos bancos sobre as pessoas. Rajoy, por tudo o que ele diz, não vou calar a boca. “

 

Image

imagem do 15M

 

 

É uma voz contundente que se segue a muitas outras, ainda mais forte, ainda segundo o El País: “Essas palavras foram um erro”, concorda João Alcudia, 74, aposentado. “Você não pode ofender o público e manifestar pacificamente”. “Um pouco de respeito, por favor”, diz Montse Fernandez, 38 anos, que compareceu ao evento com sua irmã Vanessa e um amigo. “Quem é este homem para julgar para assistir a uma demonstração? Eu sou um bom cidadão, trabalhando mãe, eu pago os meus impostos e manifestar precisamente porque me importo com o meu país. Porque eu quero o meu filho de dois anos tenha futuro e eu não gosto que o governo está fazendo. Rajoy poderia parar um pouco olhar para a rua e ver o que está acontecendo. Parece que os políticos estão em outro mundo. Levou décadas para obter direitos sociais que nós tivemos, e não vamos testemunhar como se dissipa tudo sem protesto. ”

 

As imensas manifestações tomaram conta  de várias cidades europeias em solidariedade aos espanhóis, Berlim, Varsovia, Londres e Lisboa se levantaram no protesto de hoje,o 29S, na maior destas marchas, em Lisboa contou com mais de 100 mil pessoas. Em Madri se fala em mais de 1 milhão de pessoas, a polícia estava confiscando câmeras e celulares para evitar que os manifestantes filmasse a ação repressiva. Tudo me lembra a Praça de Tahir, Egito, na famosa primavera árabe. Aqui vivemos o “Outono do Euro” e Madri pode ser a resposta contra a Austeridade e os planos neofascista da Troika.

 

Acompanhamos de forma muito próxima, eventualmente aqui escrevendo e nos posicionando em apoio ao sofrido povo espanhol, grego, português e em geral da Europa que vive a maior crise do pós-guerra, que a cada dia, hora parece demonstrar firmeza e coesão para enfrentar seus governos comprometidos com os banqueiros e grandes empresas. Agora é preciso resistir e lutar, contra os planos de austeridade e o domínio da Troika.

 

Crise 2.0: Espanha – Ruptura Social

 

 


“Señor Rajoy, no se apropie de mi silencio” ( Pedro Almadóvar, cineasta espanhol)

 

A Espanha dominou esta semana as matérias aqui, na série sobre a Crise 2.0, por razões óbvias, é o país que se tornou centro nervoso da maior crise da economia mundial desde a Crise do Petróleo e a das Dívidas Externas nos anos 80. O cenário espanhol é complexo e explosivo, uma mistura de fracasso de modelo econômico do Euro e das relações Norte Sul que se somou à incompetência política local, que usufruiu do amplo fluxo do Capital “fácil”, como se não houvesse amanhã. A frágil economia espanhola, com baixíssima competitividade, aceitou o modelo imposto pela Alemanha e França, com altos déficits comerciais, sem desenvolver uma sólida indústria no país.

 

O modelo do Euro, de que, artificialmente, trabalhadores da Alemanha e Espanha, ou da França e Portugal, tivessem um mesmo patamar de ganhos, sem, entretanto, que se equalizasse a produtividade, se desenvolvesse tecnologicamente estes países, só se sustentava pelo peso da moeda única e forte. O endividamento das famílias e dos estados para manter certa paridade no poder de compra, deu a falsa ideia de igualdade, entre desiguais, com fluxo de capitais, sem lastro nas bolsas de Madri ou Atenas, as empresas destes países pareciam sólidas, mas não passavam de reféns do capital alemão e francês, prova disto é que 66% da dívida grega é com banco destes países e 45% da dívida espanhola também.

 

Nestes um ano e três meses que venho escrevendo esta série, a Espanha foi quase um laboratório para pesquisa de como um país médio, decai de forma rápida, uma queda livre impressionante, por algum momento os espanhóis se achavam “ricos”, mas quando receberam a “fatura” do cartão de crédito se assustaram com a cobrança imediata de todos os débitos. Pouco mais de um mês escrevi um roteiro deste calvário espanhol, para ajudar a rememorar os fatos: Crise 2.0: Espanha em Chamas – um Roteiro. Que agora se soma os novos artigos desta nova onda de queda, se é possível, cair mais:

 

A sensação de que a Espanha está em processo de dissolução interna, movimentos de rupturas das comunidades autônomas, rumo à construção de estados independentes, parece ser a resposta encontrada para enfrentar os seguidos cortes e a perda de soberania total que se avizinha com o pedido de resgate e a entrega do comando à Troika. A vitória esmagadora da Extrema-Direita nas eleições gerais em dezembro, com a imposição de mais austeridade, só fez piorar o clima geral de miséria no país, de empobrecimento, os velho sentimentos de autonomia total afloraram de forma irresistível,  o referendo na Catalunha, se concretizado pode sinalizar o fim da Espanha como conhecemos hoje.

 

Mas, a maior ruptura, é social. O desemprego massivo, combinado com baixa formação da mão de obra que é confirmada com a informação de que os jovens além de desempregados também estão fora das escolas e universidades, mesmo assim um dos centros dos cortes foi justamente na Educação, dando uma dimensão de que não existe nenhuma política que vise a competitividade, exceto com a oferta de baixíssimos salários, mas sem qualificação. A sociedade está em ebulição com muitas marchas, manifestações diante de um governo fracassado, sem perspectiva alguma, além de isolado politicamente e divorciado do povo.

 

O que sobrou ao governo neofascista de Rajoy foi a repressão aberta, enfrentando as manifestações com uma força desmedida e intimidatória, no último dia 25 de setembro, o 25S, teve centenas de milhares de pessoas nas ruas e as forças de segurança agiram com furor, prendendo e batendo, estes presos se tornaram incomunicáveis não se sabendo nem para onde havia sido levados. Agora há uma ameaça velada de que o governo central não aceitará o plebiscito da Catalunha, não permitindo que se faça pelo voto a independência, um risco de uma guerra civil paira no ar.

 

As desastradas falas de Rajoy, conclamando a “Maioria Silenciosa” recebeu uma deliciosa resposta de Pedro Almadóvar, o grande cineasta espanhol, num belo artigo publicado hoje no El País “Realidad y Narración”, em que deixa bem claro, mesmo não estando presente ao 25S, ele não estava em silêncio. Vamos acompanhar mais de perto ainda os próximos passos, ontem o governo mandou o orçamento de 2013, uma enorme mentira contábil, que não se sustenta, mas é preciso mais para derrotar o governo e a Troika.

Crise 2.0: Espanha – Fome e "Maioria Silenciosa"

 

Repressão na Espanha: Estado Gotham City - Foto: El País

A história se repete como farsa, a Direita faz questão de revigorar o poder desta afirmação, em vários momentos ela lança mão de formulações para comprová-la.  Nestes dias em que a Espanha volta ao centro da Crise, com as nervosas negociações rumo ao pedido de resgate, ao mesmo tempo o povo vai às ruas contra temendo mais um  pacote, como vocês têm acompanhado aqui na série sobre a Crise 2.0, em especial nos dois últimos posts :

Ontem Rajoy pronunciou a frase símbolo da queda dos fascista: “a Maioria Silenciosa não se manifesta”.

 

Ora esta frase tem sido repetida à exaustão e por uma grata coincidência ela antecede à derrota de que a pronuncia. Richard Nixon acossado pelo escândalo do Watergate fala da Silent Majority, para dizer que o povo americano o apoiava em silêncio, mesmo com o barulho dos que pediam sua cabeça, ele contava com a Maioria Silenciosa, bem sabemos que meses depois Nixon, mesmo com esta pretensa Silent Marjority, pediu arrego, renunciando à Presidência dos EUA, entrando para história pela porta dos fundos.

 

Os milicos em Portugal, em setembro de 1974 convocavam a “maioria silenciosa” para enfrentar a “minoria tenebrosa”, que pedia o fim do regime neofascista, comandado pelo General Spínola,  deu no que deu, a tal “minoria tenebrosa” se mostrou gigante e fez a Revolução do Cravos, derrubando o podre regime ditatorial do país.  A frase mais uma vez foi o canto do cisne do regime em queda.

 

Aqui, no Brasil,  o pomposo, midiático e neofascista Collor de Mello, quando Presidente, era atingindo pela CPI e pelos cara-pintadas, saiu com a camiseta e frase sobre a “Maioria Silenciosa” que não o deixaria só. Chegou a convocar, em 1992, num 7 de setembro que esta “Maioria” se manifestasse durante a comemoração do dia da pátria, para sua desgraça o que se viu foi um imenso luto, espontâneo, demonstrando o isolamento completo daquele eleito pelos desejos e manipulações da Rede Globo. Meses depois Collor e sua “maioria silenciosa” deixava o Planalto pela porta dos fundos.

 

As imensas manifestações do 25-S, que virou 26-S, que promete o 27-S, levou Rajoy, que estava Nova York, a pronunciar a frase fúnebre, esperamos que seu destino se cumpra de forma rápida, que o povo espanhol se livre, não apenas de Rajoy, seus carolas de ordem religiosa fascista, mas principalmente da desgraça que se abate sobre o povo. Uma imensa fúria tomou conta da sociedade, que se ver derrotada e desmoralizada, este governo apenas aprofundou e ajudou a jogar para mais baixo o sentimento de orgulho do país. Seu entreguismo e covardia de enfrentar as imposições da Troika e os interesses dos banqueiros levam a Espanha ao abismo.

 

A Fome e a Miséria em Madri

 

Lixeiras Trancadas Foto Samual Aranda/ NYT

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, 27 de setembro, o parlamento votará mais um plano de austeridade, como se houvesse o que cortar, é a última tentativa desesperada de Rajoy de se mostrar confiável à Troika, sua “bala de prata”( outra frase de Collor ). Ontem no New York Times, como brinde à visita de Rajoy saiu uma longa matéria ( Leia Aqui)  sobre a fome e miséria em Madri, as pessoas buscando as lixeiras para pegar resto de comida, de como algumas prefeituras estão colocando cadeados para evitar o “saque” a comida estragada. Na reportagem, segunda a Caritas(organização católica de apoio aos miseráveis) 22% dos espanhóis estão na pobreza, 600 mil não tem 1 Euro ao dia, vivem do que conseguem de ajuda humanitária.

 

Este é o resultado dos planos de austeridades, que começaram no Governo do PSOE, Zapatero, mas, com a subida ao poder de Rajoy e seu partido, PP, de extrema-direita, a piora foi assustadora, há um claro risco de ruptura institucional e social. O Governo cortou, apenas este ano 30% dos orçamento da Cultura, 20% da Educação e Saúde, mas aumento em 30% o orçamento da Segurança( Crise 2.0: O Estado Gotham City ). O que se viu na terça é o reflexo disto, milhares de agentes, bem pagos, da repressão, batendo e espancando os manifestantes, até setores liberais do país se posicionam contra este tratamento dado ao povo.

 

Acompanhemos, atentamente, o desenlace da “Maioria Silenciosa” x ” Minoria Tenebrosa”…

Making Of da Festa de 15 anos da Letícia

 

 

Momento único

Um pequeno filmete no final deste post, foi feito com as fotos oficiais da festa de 15 anos da Letícia, e agora estar complementando os últimos posts comemorativos desta data tão esperada e comemorada, assim escrevi estes dias festivos, desde a notícia de que em breve a Lelê termina seu tratamento, passando por um carta de felicitações e depois alguns registros de sua festa, que tão emocionadamente juntos celebramos, não apenas os 15 anos, mas a vida renascida em todos nós:

 

 

A seguir pego transcrevo as palavras do André Martins, fotógrafo e grande profissional que nos ajudou nesta empreitada: “Festa de 15 anos da Letícia, foi maravilhosa, os pais estavam felizes, a irmã estava radiante e a Letícia estava maravilhosa, os 15 casais muito bem vestidos foram maravilhosos a descida da escadaria foi muito bom fotografa-los. A assessora Rosânia e sua equipe foram extremamente eficientes, estavam presentes acompanhando cada detalhe da festa e o Alan e Lisandra filmando como sempre é um prazer poder trabalhar com eles, tudo flui e fica bonito. O buffet Mediterrâneo estava muito bonito, o dj fez uma festa legal e os bartenders foram um show”.

 

Agradecemos em especial à nossa amiga Rosânia Dela Bruna, com a sua equipe da “Ideal Eventos” que pensou, elaborou e executou minuciosamente o evento. Ela foi a força motriz para que tudo acontecesse em mais perfeita ordem, que fizesse da Letícia a menina mais feliz daquele dia. Nossa eterna amizade e amor por Rosânia e sua família( Sussumu, Kenji(o príncipe) e Kenzo), vocês moram na nossas vidas, obrigado por tudo. Vivian, braço direito da Rô, valeu demais, a paciência e dedicação.

 

Agradecemos a Cristiane Rocha, que coreografou os 15 casais, em ensaios superdivertidos, cheios de brincadeiras e alegria. Cris conseguiu fazer com que todos se soltassem e dançassem de forma tão leve e feliz.

 

Agradecemos aos pais de todos os amigos da Letícia, pela confiança depositada em nós, em especial, os pais dos 15 casais do cerimonial, que os levaram aos ensaios, nos ajudaram imensamente nesta tarefa, que deram muita graça e beleza ao aniversário. Os rapazes e moças estavam mais que lindos, orgulhosamente vocês verão neste pequeno filme o resultado de todo esforço deles, nosso muito obrigado.

 

Agradecemos ao Fotógrafos: André Martins e Vera Martins, pela várias sessões de fotos e dedicação ao evento. Aos Cinegrafistas: Alan Matos e Lisandra Matos pelo vídeo de retrospectiva e o futuro DVD. A equipe do DJ Law que animou a festa com profissionalismo e beleza.

 

O Making Of da Festa:

 

Crise 2.0: Espanha – 25S e agora?

 

 

 

 

As grandes manifestações que sacudiram a Europa no último mês ( Crise 2.0: UE – Protestos Anti-Austeridade), continuam com mais intensidade nestes últimos dias com a imensa concentração em Madri no denominado 25-S, que confluiu a série de protestos regionais, como dissemos aqui Crise 2.0. Ontem a capital espanhola viu uma gigantesca manifestação de todos os movimentos sociais e políticos reunidos ( Crise 2.0: Espanha – 25S ), com uma violenta repressão do governo da Extrema-Direita, liderado pelo carola numerário,Rajoy, até a imprensa burguesa criticou a violência desmedida.

 

As descrições dos jornais, relatam um quadro de guerra e enfrentamento com dezenas de presos e mais de uma centena de feridos, como diz o Estadão na sua página on-line “Antes comuns apenas na Grécia, as cenas de violência entre a polícia e grupos de manifestantes contrários à política de austeridade chegaram agora à Espanha. Ontem, em Madri, pelo menos 13 “indignados” ficaram feridos e outros 20 foram presos durante um protesto que resultou no sítio do prédio do parlamento, onde novas medidas de rigor vêm sendo discutidas nessa semana. A multidão pedia a demissão do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, que deve anunciar na próxima quinta-feira um novo pacote de aumento de impostos e de cortes de custos e investimentos públicos”.

 

Conforme a mesma reportagem “a manifestação, chamada 25-S – em alusão à sua data – vinha sendo convocada desde agosto nas redes sociais. Só no Facebook, mais de 50 mil pessoas teriam deixado mensagens aos vários grupos que participavam do movimento “Ocupe o Congresso”. Desde que o apelo à mobilização foi lançando, o governo temia protestos de massa. Ontem, eles aconteceram. Enquanto porta-vozes de Rajoy falavam em 6 mil manifestantes, as imagens veiculadas pela imprensa mostravam uma multidão muito maior concentrada na Praza Neptuno, junto ao parlamento. Com gritos de ordem, os “indignados” denunciaram m os “desmandos” dos mercados financeiros e o “sequestro da soberania do povo pela troica” – o grupo formado por técnicos da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Outros grupos pediam “um Congresso mais representativo”. No final da tarde, aconteceram os primeiros confrontos, supostamente porque um sindicalista teria escalado a barreira de segurança para afixar uma bandeira do Sindicato Andaluz de Trabalhadores.

 

O Estadão ilustra a matéria com fortes imagens, que segundos eles são “as imagens registradas pela agência Reuters mostraram a seguir agentes das Unidades de Intervenção Policial (UIP), as tropas de choque espanholas, dispersando a massa a golpes de cacetetes e prendendo manifestantes de maneira aleatória. Em menor número, os policiais foram encurralados. Os “indignados” reagiram com chutes e socos e jogando objetos nos agentes que haviam feito prisioneiros”. Toda preparação foi precedida por provocações do governo neofascista que chegou a criar um endereço eletrônico para “delações” anônima, com intuito de criminalizar o movimento, além de espalhar que se pretendia um “golpe de estado”.

 

A grandiosidade do movimento demonstrou o isolamento político e social do governo da Extrema-Direita, sem nenhum apoio popular, apenas sustentado pela ampla maioria conseguida no parlamento, mas sem respaldo algum na sociedade, principalmente depois de impor três planos de austeridades em apenas 9 meses. No dia 27 de setembro, um quarto plano será votado no parlamento, propondo mais sacrifícios ao povo espanhol, sendo este uma última tentativa de evitar o pedido de resgate total, pois o Eurogrupo não aceita mais dar ajuda sem o pedido formal de resgate, o que tornará ainda pior o ambiente do país. Segundo o Estadão “a mobilização na Espanha vem crescendo na mesma medida em que o governo de Rajoy se aproxima de um pedido de socorro a Bruxelas. Essa perspectiva cresceu quando o presidente do BCE, Mario Draghi, estabeleceu o pedido de socorro ao Mecanismo Europeu de Estabilização (MEE) como uma condição prévia à compra de dívidas públicas de um país em crise pela autoridade monetária. A condição, que surpreendeu Espanha e Itália, ampliou a pressão nos bastidores sobre Rajoy para que ele aceite o socorro – e a intervenção da troica.No final da semana passada, o comissário europeu de Concorrência, o espanhol Joaquin Almunia, defendeu o pedido de auxílio. “O risco é que a incerteza custe mais caro que as decisões tomadas”, afirmou na última reunião do fórum de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo). “As autoridades espanholas devem tomar uma decisão sobre o eventual resgate. O mais arriscado é manter a incerteza.”

 

O caminho para o pedido de resgate parece ser o único que restou ao fracassado governo de Rajoy, assim o país ficará entregue à Troika, sem nenhuma autonomia econômica e política, viverá sob às ordens da Troika, assim como os demais países que pediram resgate, como Portugal, Irlanda e Grécia, seus governos viraram apenas meros fantoches do que a Troika quer, perdendo completamente a soberania. O agravamento da crise fez explodir o movimento separatista de Catalunha, que pretende fazer um plebiscito de separação da Espanha para breve, causando mais desordem no caos.

 

Os indicadores econômicos que tinha recuado para patamares críticos, antes estavam caóticos, voltaram a subir e ameaça volta o caos dos meses de junho e julho. O refresco dado pelas palavras do BCE durante este mês, começa a perder força, empurrando o débil governo Rajoy para o resgate, toda empáfia da direita será engolida, o que provavelmente levará a sua queda, pois, em regra, a Troika exige novo governo, uma arriscada eleição seria a saída. O que será um duro castigo, hoje, o governo felicitava a polícia por reprimir de forma ” eficaz” o 25S.

 

O abismo se aproxima, próximos horas e dias serão mais uma vez tensos tanto no seio do fracassado governo Rajoy, quanto no movimento social e político, acompanhemos.

Crise 2.0: Espanha – 25S

 

Espanha à venda - Foto: El País

Hoje, a Espanha está fervilhando pelos protestos, o evento chamado 25S , convocado pelo movimento social para enfrentar a política de Austeridade, imposto pela Troika (FMI, BCE,UE) aos países em crise na Zona do Euro, em particular Irlanda, Portugal e Grécia. De forma violenta, cortando os direitos sociais dos trabalhadores, provocando mais desemprego e miséria. No caso espanhol, entrou em crise ainda durante o governo do PSOE, que aceitou as políticas da Troika, porém com a vitória do PP, estas medidas forma aprofundadas de forma mais radical, só resta a reação do povo, é que esperamos e apostamos aqui na série sobre a Crise 2.0.

 

Desde que iniciamos estas análises, a Espanha esteve em relevo, pois em julho de 2011, era o auge do movimento do “Indignados” que contestava o decadente governo de Zapatero, PSOE, que vinha sistematicamente aplicando as políticas impostas pela Troika, o que elevou o desemprego a patamares insustentáveis. As eleições antecipadas foram boicotadas pelos Indignados, abrindo espaço para ampla vitória do PP, partido de direita, dominado pela ala mais radical, que mistura explosiva de ideologia e fanatismo religioso. Com mãos livres, o eleito, Mariano Rajoy, que não mostrara nenhum programa de governo durante a campanha, imediatamente impôs planos de ajustes mais radicais e piorou radicalmente a situação do país ( tem uma série de artigos aqui : Crise 2.0: Espanha em Chamas – um Roteiro ).

 

Os índices sociais pioraram de forma dramática, com o desemprego atingindo 1 em cada 4 trabalhadores, e mais de 50% dos jovens, agravado que estes não trabalham e também não estudam, pois até os cursos de reciclagem foram cortados dentro dos planos de austeridades. A educação foi atingida com a demissão de  50 mil trabalhadores da área, apenas no governo central, em muitas províncias se cobra até a “merenda escolar”. Na área de Saúde, o governo da extrema-direita não deixou por menos, além de cortar o orçamento, proibiu o atendimento dos “sem papéis”( estrangeiros atraídos na época do boom econômico), uma situação vexatória e desumana, mais de 500 mil sem proteção hospitalar. As farmácias de remédios populares sofreram restrição de orçamento com o corte de 450 tipos de remédios que eram distribuídos com preços módicos ou gratuitamente.

 

Os índices econômicos são assustadores, a Espanha faliu rapidamente, todos os seus parâmetros pioraram, em apenas 14 meses houve uma fuga de capitais equivalente a mais 1/3 do PIB, a dívida pública explodiu, em 3 anos duplicou, apenas em 6 meses cresceu 15%, mesmo com todas as medidas de austeridade, o empobrecimento é visível, com bolsões de misérias até nas principais cidades. Mesmo com este caos, o Governo da Direita arrumou dinheiro para salvar os banqueiros, começando com o Bankia, dirigido por um dos principais líderes da extrema-direita, Rodirgo Rato, Ex-Chefe do FMI e figurão neofascista do PP, em dois anos fez um rombo de 23 bilhões de Euros, o que levou toda a banca espanhola para lama. O resgate intermediário foi pedido à Troika no valor de 100 bilhões de Euros, mas já se verificou que precisará pelo menos o dobro.

 

A administração da direita é um fracasso absoluto, agora enfrenta a falência das províncias e um movimento de separação da Catalunha(que também faliu), os sentimentos pela autonomia aumentou fortemente no meio da crise, sobrando apenas ao governo neofascista as ameaças de intervenção violentas. Aqui lembramos o papel que real que o atual Estado cumpre, que denominamos de Estado Gotham City ( Crise 2.0: O Estado Gotham City ), todos os setores do Estado sofreu violentos cortes, exceto o aparelho repressivo, no caso espanhol houve aumento de 30% no orçamento de 2012. O reflexo disto é a matéria do El País, hoje, dizendo que as forças de segurança estão à postos esperando o 25S , com mais de 1500 homens, com câmeras espalhado prontas a identificar precisamente cada manifestante. Logo acima, outra matéria mostra a vice-presidente, Soraya Santamaria, ameaça com medidas de força a Catalunha rebelde.

 

Depositamos nossas esperanças para que o atual momento de crise seja enfrentada com força e rebeldia pelos trabalhadores, semana passada em Portugal e Grécia houve imensas manifestações que relatamos aqui ( Crise 2.0: UE – Protestos Anti-Austeridade), assim como na Espanha. Mas, este  25 de Setembro, veio com a promessa de ser muito mais que uma grande manifestação, a ideia é questionar o poder central, exigir um processo constituinte, alguns chegaram a comparar com a Revolução do Cravos. As primeiras notícias da Espanha são de que o governo está com medo, colocou todo contingente de repressão para impedir que os manifestantes cheguem ao parlamento, vejamos o desdobramento.