Crise 2.0: Separatismo Espanhol

 

 

Rajoy, o desastrado Presidente Espanhol ( Foto: El País)

Nada parece estar tão ruim que não possa piorar, isto cabe como uma luva para Espanha, os dados mensais ou trimestrais sobre a economia do país vão se tornando cada vez mais críticos. Nestes últimos dias aqui, na série sobre a Crise 2.0, estou dedicando mais atenção a “mãe de todas as batalhas do Euro”( Crise 2.0:UE – do Amor ao Ódio e Crise 2.0: UE, O Grande Jogo!), a possível/provável queda integral da Espanha, se pedir o resgate, a perda do que sobrou de soberania, dará mais força aos que querem a ruptura do país.

 

Os dados de ontem , sobre a correção do Déficit público de 2011, que subiu de 8,5% para 9,4%, hoje se completam com a informação de que a queda do PIB  no 3º trimestre foi de 1,7%, ainda maior que do 2º Trimestre, que foi de 1,3% , com um agravante, o PIB comparado de 2011 é menor, então a queda é mais acentuada. Com este números divulgados pelo BC espanhol, ainda precisa ser confirmado pelo Governo, a trajetória ruim vai continuar, pois as políticas aplicadas, em particular pelo governo de Rajoy é de mais recessão.

 

A agência Down Jones publicou as explicações do BC para o aprofundamento da crise, é devido aos ” esforços para reduzir os gastos do setor público tiveram um efeito de contração (na economia) durante os meses do meio do ano”, afirmou o banco central. “Nós vemos quedas no consumo e nos investimentos em todos os níveis do governo acima dos vistos em trimestres anteriores”. Ou seja, mais recessão, que  gera mais crise, e se retroalimentam, o que , segundo o BC espanhol “não pode ser descartada a possibilidade de o governo não atingir a meta de déficit orçamentário deste ano, que é de 6,3% do PIB, em boa parte por causa de deficiências na receita fiscal”.

 

É um momento extremamente grave, com lideranças tradicionais, da Direita e Centro sem saída, as eleições nas províncias comprovam o declínio dos maiores partido, principalmente do PSOE, que paga um preço maior pela crise, mas atinge também o PP, nas regiões autônomas as forças pela soberania regional vai ganhando mais músculos. A próxima eleição na região mais rica e mais rebelde, a Catalunha, se confirmadas as projeções levará a uma encruzilhada final, com grande chance de uma ruptura e surgimento de um Estado Catalão.

 

A crise aprofundou as diferenças, o país à beira do caos, com alto risco de perder sua soberania para Troika, internamente com as regiões autônomas se rebelando, difícil enxergar uma saída negociada. Hoje, no Senado, Rajoy, fez um discurso apelando ao diálogo com Artur Mas, o líder Catalão, de que todos perderão em caso de ruptura. Mas, como sempre o ameaçou, “ou aceita o pacto fiscal ou arque com as consequência”. Rajoy, nos parece, um elefante numa loja de cristais, acaba falando de forma desastrada, o que acirra os ânimos, até quando, teoricamente, propôs o diálogo.

 

Os separatistas se animaram com o exemplo do Reino Unido que aceitou o novo referendo escocês, assim, a Catalunha que o seu próprio plebiscito, o Governo Central e os tribunais recusam peremptoriamente. São muitas frentes de embates, para um governo tão fraco, os efeitos da crise funcionam como bomba relógio, a qualquer momento explode, ou externamente, com o pedido de resgate, ou internamente com a separação de ricas províncias.

 

Acompanhemos!!.

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