O Poeta do Amor – Vinicius de Moraes

 

Os geniais Vinicius e Tom

 

“De  todos nós(poeta), Vinicius foi o único que viveu como Poeta” ( Carlos Drummond de Andrade)

 

Impressionante como um dia (19/10/1913 – Jamais Morreu) apareceu e cresceu um Poeta, um Dionísio, ali na Gávea, no mais brasileiro de todos os lugares do Brasil, o Rio de Janeiro. Assim como Públio Ovídio, se dedicou a escrever e cantar o amor e a poesia, que nos redime e nos lembra: Somos Humanos, viemos com uma missão especial ao mundo, a terra, viemos Amar. Apenas o poeta consegue nos lembrar desta grandiosa missão, que abandonamos a todo momento, a qualquer dificuldade da vida.

 

A poesia brotou cedo, nosso deus/poeta do vinho e do mel, tem uma trajetória única, Advogado, Diplomata, mas os versos, sempre falou mais alto na mente e coração, depois o corpo e alma  o fizeram se dedicar completamente a sua missão, transformar em lirismo o Amor. Uma virada completa, o abandono da gravata, do terno e o risco de viver da doce “malandragem”, um espanto para época. O mundo finalmente resgatou o Dionísio, assim se tornou mais belo, louco e alegre, como é próprio do Ditirambo.

 

A vasta obra de Vinicius e seus amores, teve início no momento mágico do Rio de Janeiro, dos anos 50, com o encontro dos geniais Tom Jobim, João Gilberto, os pais daquilo que virou a Bossa Nova. O inquieto poeta e  a necessidade de conhecer o novo o levaria aos braços dos jovens Baden Powell e sua descoberta da artes mágicas da Bahia. As parcerias com Carlos Lyra e Toquinho completam um panorama de tanta riqueza cultural e sons. Chico Buarque, Pixinguinha e quem se  aproximasse mais teria um verso e uma música, era uma profusão criativa de espantar.

 

As letras, as músicas, a bela voz, seus homéricos e conhecidos porres criativos. As várias mulheres com quem amava e casava, numa competição com Pablo Picasso, era sua eterna fonte de inspiração e inquietude. Segue em 5 blocos o espetacular “Mosaicos – A Arte de Vinicius de Moraes”, programa produzido pela TV Cultura em 2009, faz um panorama destes parceiros e suas lindas histórias com o poeta. Recomendo também o documentário mais longo sobre Vinicius

 

De difícil demais escolher uma música, são pelo menos duas ou três dezenas de clássicos, mas como hoje é sexta escolho duas tanto que mais me aprazem.

 

 

Samba de Bênção – Vinicius de Moraes e Toquinho

 

 

Pela Luz dos Olhos Teus – Vinicius de Morais

 

 

 

Vinicius de Moraes – Parte 1/5

 

 

Vinicius de Moraes – Parte 2/5

 

 

Vinicius de Moraes – Parte 3/5

 

 

Vinicius de Moraes – Parte 4/5

 

 

Vinicius de Moraes – Parte 5/5

 

 

Vinicius de Moraes – Documentário completo

 

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Inaptidão Musical

 

 

Bem, já não lembro se escrevi aqui sobre algumas grandes frustrações pessoais,como por exemplo nunca ter aprendido tocar qualquer instrumento, meu completo analfabetismo musical, não saber diferenciar um acorde melódico de outro, mesmo sendo apreciador de música e de sons, fui incapaz de vencer minhas inabilidades. Tentei pelo menos três instrumentos: Violão, Saxofone e Piano e nada.

 

Confesso que tentei algumas vezes dedilhar um violão, quando tinha uns 8 ou 9 anos, meu irmão comprou, ou ganhou, um belo violão, influência de um tio, pouco mais velho que ele, que toca muito bem, além de cantar também. Vendo lá em casa, cheguei a pegar para aprender, mas as mãos jamais obedeciam ao cérebro que dava os comandos de que posição fazer. Pior ainda, quando ajustava a posição da nota musical, não conseguia dedilhar as cordas para obter a sonoridade, muito menos fazer a transição de uma nota à outra. Ou seja, um desastre completo.

 

Muito tempo depois estava completamente apaixonado por saxofone quando fui enfeitiçado por Charlie Parker, ouvia o Bird tocar e imediatamente pensava, vou aprender, tenho que tocar alguma coisa, é som mágico, certa vez, na Escola Técnica tive às mãos um Sax e vi, mais uma vez que não conseguia nem sobrar, imagina sincronizar notas e sopro, perdi mais uma, definitivamente aquilo não era para, melhor ouvir mesmo.

Ficheiro:Charlie Parker, Tommy Potter, Miles Davis, Max Roach (Gottlieb 06941).jpg

Por fim o piano, órgão, algo que aparentemente teria um pouco mais de lógica, minha filha Letícia, começou a tomar aulas na escola municipal de iniciação as artes(EMIA), fiquei maravilhado, os cadernos de teoria musical ali, agora parecia fazer sentido as notas, ela com as mãozinhas pequenas produzindo pequenos trechos, me empolguei, mas, mais uma vez não fui além de aprender as notas, um grande avanço, mas não suficiente para tocar nada.

 

Quem sabe terei paciência e volte a tentar, nos meus 42 anos ainda não fui capaz, dedilhar apenas as teclas do teclado do computador que estão sendo substituídas por toques em tela, logo agora que aprendi a teclar com mais de 2 dedos??? Definitivamente prometo me dedicar mais…

 

Ao mestres com amor e devoção